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BUPi já soma 500 mil processos de identificação de propriedades

O Balcão Único do prédio acaba de alcançar os 500 mil processos de RGG, número que até ao final do ano poderá duplicar, impulsionado pelo financiamento do PRR e ajudado pelo lançamento de uma nova app móvel, disponível para Android e iOS.
08 jun 2022, 15:12
Foto de grupo da Cerimónia de Balanço | Créditos: eBUPi
Foto de grupo da Cerimónia de Balanço | Créditos: eBUPi

O Balcão Único do Prédio (BUPi) alcançou esta semana os 500 mil processos de Representação Gráfica Georeferenciada (RGG) sendo expectável que até ao final do ano seja possível atingir um milhão.

Os números foram avançados durante a cerimónia de balanço da plataforma de mapeamento gratuito dirigida aos proprietários de prédios rústicos e mistos, que decorreu em Bragança, esta quarta-feira, dia em que foi publicada a designação da nova equipa de coordenação para a Estrutura de Missão para a Expansão do Sistema de Informação Cadastral Simplificado (eBUPi).

“Apenas nos primeiros meses, do corrente ano, já foi possível concluir quase tantas RGG como as que haviam sido finalizadas nos anos anteriores”, referiu o Secretário de Estado da Justiça, que participou na cerimónia de balanço, juntamente com o Secretário de Estado da Conservação da Natureza e das Florestas e o Secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território. “Esta semana alcançámos as 500 mil RGG e é expectável que até ao final do ano seja possível atingir um milhão”, acrescentou.

Para Pedro Ferrão Tavares, os resultados conseguidos refletem o envolvimento de um número crescente de pessoas, sendo já mais de 70 mil os promotores que de forma participada declararam as suas propriedades no total de 139 municípios que integram atualmente o BUPi.

A par das pessoas, o Secretário de Estado acredita que a tecnologia tem sido e vai continuar a ser um dos ingredientes principais para o sucesso do BUPi, pela possibilidade de cruzar a informação recolhida e centralizada pela plataforma com outras camadas de informação proveniente de fontes públicas, privadas, académicas e científicas, por exemplo.

O futuro do BUPI “é aquilo que quisermos fazer dele”, em resultado das parcerias e sinergias que forem estabelecidas com entidades da Administração central e local, empresas, universidades e centros de investigação científica, tanto a nível nacional como internacional, defendeu o Secretário de Estado da Justiça.

Para chegarmos até aqui foi preciso criar uma cultura de mudança, baseada na colaboração, na partilha, na introdução de novas tecnologias”, disse Pedro Ferrão Tavares. “Para progredirmos será necessário sermos inovadores na forma como exponenciamos esta partilha e reutilizamos a informação que dela retiramos”.

O crescimento previsto da adesão à plataforma será igualmente impulsionado pelo financiamento, na ordem dos 5 milhões de euros, destinados à constituição de Centros de Competências Locais, através do Plano de Recuperação e Resiliência.

“Trata-se de um apoio fundamental para assegurar que todos os municípios detêm as competências técnicas e tecnológicas necessárias para caminharem à mesma velocidade e atingirem o mesmo nível de maturidade”.

Nova app móvel quer facilitar ainda mais o registo de propriedades

Durante o evento de balanço foi também apresentada a app móvel do BUPi, que permite aos técnicos, cidadãos e outros utilizadores identificarem propriedades com a ajuda de telemóveis ou tablets. Para isso, têm de se deslocar ao terreno e marcar os respetivos vértices através da aplicação.

A nova aplicação está disponível para download gratuito tanto para dispositivos Android, a partir da Google Play, como para dispositivos com sistema operativo iOS, a partir da App Store.

Refira-se que o BUPi surgiu em 2017, em fase piloto, com o intuito de conhecer o território português de forma simples e inovadora e está assente em quatro objetivos: ordenamento do território, valorização de recursos, identificação de proprietários e prevenção de incêndios.

Ministério da Justiça